domingo, 4 de abril de 2010

SOCIEDADE CAPITALISTA


Prof. Laurício Neumann




- “A sociedade capitalista funciona numa relação de conflitos internos, com progressos, resultados, novos mercados, novas necessidades, consumismo, avanços tecnológicos, inovação, redução de custos, qualidade total, reengenharia, concorrência, produtos descartáveis, marketing, poder aquisitivo, salário, emprego, trabalho, renda, Estado, cartéis, G7, FMI, Banco Mundial, Blocos Econômicos, ALCA..., que permitem a apropriação de riqueza e a socialização da miséria (...)” Guy Bajoit, Bélgica).



- Todo processo de crise implica em morte e ressurreição. A crise social opõe ricos e pobres como nunca antes na história. Os bens são cada vez mais apropriados por uma minoria, aumentando a distância entre ricos e pobres. A maioria continua penando e morrendo antes do tempo. A crise ecológica é devastadora. O efeito é a depredação e a degradação da vida e da dignidade humana. É o envenenamento da vida. É um sistema devorador de cordeiros. Nos próximos anos, estas duas crises, a social e a ecológica, colocam a humanidade em cheque. A verdade virá à tona, mas tarde demais. Esta é a lógica do capitalismo, ganhar destruindo e ganhar refazendo. Para construir um novo pacto sócio-cósmico, que inclui os humanos e a natureza, é preciso desmontar os velhos paradigmas e construir uma ética mínima de cuidado especial (...)” (Leonardo Boff, teólogo, Rio).

- “O Capitalismo alimenta a idéia do infinito a uma apropriação de tudo sem limites. Como a realidade é finita e os recursos são também finitos e o ser capitalista alimenta o conceito infinito de apropriação, temos, como conseqüência, os impactos ambientais, os descartáveis, a destruição, a morte. Por que não alimentar o infinito da criação, da preservação e da recriação? Admitir a criação é admitir que a realidade é finita, isto é, tem seus limites. Por isso, precisamos aprender a ver a realidade numa outra lógica, a lógica da preservação e da reposição e não da apropriação. Em virtude deste espírito de infinitização de apropriação, nós colocamos cercas ao redor do que conseguimos nos apropriar. Além disso, justificamos as estratégias para ampliar o espaço de apropriação e, conseqüentemente, ampliar as cercas. Afinal, o espírito capitalista é de uma infinitização da propriedade (...)” (Luis Carlos Susin, PUCRS).

- “Os capitalistas neoliberais admitem a desigualdade e se propõe a reconstruir o mundo com os iguais ricos, mais competentes. Já os cristãos admitem a desigualdade, mas se propõe a reconstruir o mundo com a maioria dos iguais-pobres. Os neoliberais enfatizam a necessidade do sacrifício como fator de purificação e humanização. Quer dizer, alguém tem que sofrer, penar, morrer de fome, para que outros possam viver. Já os cristãos se propõe a pensar em todos, com justiça, igualdade e solidariedade. Lutam pela pessoa humana enquanto pessoa humana, sem discriminação e sem exclusão (...)” (Inácio Neutzling, UNISINOS).

- “O capitalismo é um sistema que se fundamenta na competitividade entre os indivíduos por causa da propriedade privada. Para que haja competitividade precisa haver desigualdade. Quando todos de forma igual atingirem a igualdade, desaparece a competitividade, o que representaria o fim do capitalismo. Além disso, nem todos podem atingir a igualdade pela competitividade, pois no capitalismo não há lugar para todos. Isso alimenta o capitalismo, na medida em que alimenta a competitividade: “Um dia também vou chegar lá”; “Se fulano conseguiu, eu também vou conseguir”. Deste modo, a competitividade alimenta ilusões, protela frustrações e continua reproduzindo o sistema (...)” (Maria Isabel da Cunha, UNISINOS).

- “No capitalismo as colônias de exploração serviam para acumular o capital às custas da apropriação das riquezas naturais, da apropriação dos produtos de produção e da apropriação do próprio produtor. Escravidão não significa a apropriação do produto do produtor, mas a apropriação do próprio produtor. Como ser uma nação independente, livre e soberana, mantendo a escravidão? (...)” (Fernando Antônio de Novais, Unicamp).

Fonte: http://lauricion.vilabol.uol.com.br/sociedadecapitalista.htm



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